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domingo, 7 de maio de 2023

Escrito por em 7.5.23 com 0 comentários

War (IV)

A cada cinco anos, a Grow tem lançado uma nova versão de War: em 2007 foi o War Império Romano, em 2012, o War Batalhas Mitológicas e, em 2017, o War Vikings. Embora eu nutrisse uma esperança de que, para 2022, fosse lançado um War Antigo Egito ou War Japão Feudal, eles decidiram seguir o caminho temático e lançar um War Game of Thrones. Confesso que achei isso meio sem graça e não me animei a comprar um, mas minha esposa, sabendo que eu amo War (e gosto de Game of Thrones), decidiu me dar um de aniversário esse ano. Diante disso, como também existe um Risk Game of Thrones, decidi juntar mais um para manter o número de três por post e escrever mais um da "Série War". Hoje, portanto, é mais uma vez dia de War no átomo!

Risk Game of Thrones


Vamos começar pelo Risk, que é o mais antigo dos dois temáticos de Game of Thrones. Lançado em 2015, Risk Game of Thrones é um das muitas versões temáticas de Risk lançadas pela USAopoly, empresa de nome engraçado que já há alguns anos é a única autorizada pela Hasbro para lançar versões temáticas não somente de Risk, mas também de outros jogos da empresa, como Clue, Trivial Pursuit e Monopoly - inclusive, a empresa se chama USAopoly porque foi fundada exclusivamente para lançar versões de Monopoly temáticas de cidades dos Estados Unidos, passando a negociar outros licenciamentos após alguns anos no mercado. Infelizmente, atualmente não há nenhum Risk temático disponível no catálogo da USAopoly, mas os dois mais recentes - Risk Game of Thrones e Risk Warhammer 40.000 - ainda podem ser encontrados nos estoques de algumas lojas.

O jogo traz dois tabuleiros. Um deles representa o continente de Westeros, e está dividido em 48 territórios espalhados por 9 regiões: The North (cinza, 13 territórios - Winterfell, The Gift, Skagos, Karhold, The Dreadfort, Widow's Watch, White Harbor, Wolfswood, Bear Island, Barrowlands, Stony Shore, Cape Kraken e The Neck), The Reach (verde claro, 7 - Highgarden, Blackwater Rush, Searoad Marches, The Mander, Oldtown, Three Towers, The Arbor), The Riverlands (azul, 5 - Riverrun, The Twins, The Trident, Harenhal, Stoney Sept), The Westerlands (roxo, 5 - Casterly Rock, The Crag, Golden Tooth, Silverhill, Crakenhall), The Vale of Arryn (verde escuro, 4 - Mountains of the Moon, The Fingers, The Eyrie, Gulltown), The Stormlands (caramelo, 4 - Storm's End, Tarth, Rainwood, Dornish Marches), The Crownlands (amarelo, 4 - King's Landing, Crackclaw Point, Dragonstone, Kingswood), Dorne (marrom, 4 - Sunspear, Greenblood, Sandstone, Red Mountains) e The Iron Islands (laranja, 2 - Pyke, Hartlaw). O outro tabuleiro representa o continente de Essos, e tem 6 regiões divididas em 34 territórios: Andalos (vermelho, 7 - Braavosian Coastlands, The Flatlands, The Golden Fields, The Axe, Hills of Horvos, Upper Rhoyne, Forest of Qohor), The Dothraki Sea (verde, 7 - Vaes Dothrak, Northern Dothraki Sea, Western Dothraki Sea, Eastern Dothraki Sea, Sarnor, Lhazar, The Footprint), Slaver's Bay (bege, 6 - Meeren, Yunkai, Astapor, Old Ghis, New Ghis, The Red Waste), The Disputed Lands (roxo, 6 - Tyrosh, Myr, Lys, Volantis, The Orange Shore, Lower Rhoyne), Jade Sea Coast (laranja, 4 - Northern Jade Sea, Samyrian, Bayasabhad, Qarth) e Lands of Long Summer (azul, 4 - Mantarys, The Sea of Sights, Oros, Valyria).

As peças dos jogadores representam os exércitos de sete Casas, seis de Westeros e uma de Essos. Cada Casa é representada por uma cor diferente e possui três tipos de peças: soldadinhos que valem 1 exército cada, bustos que valem 3 exércitos cada, e uma Capital (em inglês, seat of power). Os soldadinhos e capitais são iguais para todos os jogadores, com exceção da cor; já os bustos são diferentes para cada Casa, e representam o símbolo da Casa em questão. As Casas, suas cores e bustos são: Stark (cinza, lobo), Baratheon (preto, veado), Lannister (amarelo, leão), Tyrell (verde, botão de rosa), Martell (laranja, um sol atravessado por uma lança), Targaryen (vermelho, dragão) e Ghiscari (azul, harpia).

Segundo o manual, somente em partidas com 6 ou 7 jogadores são usados ambos os tabuleiros e todas as Casas; se apenas 2 estiverem jogando, são usados apenas os mapas de Essos e as peças dos Targaryen e Ghiscari, e, caso sejam 3, 4 ou 5 jogadores, é usado apenas o mapa de Westeros, e os jogadores podem escolher dentre as Casas Stark, Baratheon, Lannister, Tyrell ou Martell. Em uma partida com 2 jogadores, cada um recebe 12 cartas de territórios, e os 10 territórios restantes começam o jogo cada um com 2 exércitos de uma terceira Casa qualquer, que atuarão como um exército neutro. Esse exército neutro jamais ataca, e qualquer um dos dois jogadores pode atacá-lo, com o jogador que não atacou rolando os dados da defesa.

Risk Game of Thrones possui dois modos de jogo. O mais simples, chamado Skirmish, é o jogo normal, com as regras tradicionais de Risk, exceto por algumas modificações. Esse modo não usa nenhum dos componentes extras do jogo, apenas o tabuleiro, os soldadinhos, os bustos, os dados, as cartas de território e uma carta especial que de um lado tem escrito valar morghulis e do outro valar dohaeris. Após os jogadores colocarem seus exércitos nos territórios, as cartas de território são embaralhadas, e essa carta especial é colocada na metade de baixo do baralho resultante. Ao longo do jogo, os jogadores pegarão cartas de território de acordo com as regras normais (sempre que conquistarem pelo menos um território), e, quando essa carta especial aparecer, o jogo acaba imediatamente. Cada jogador então recebe um ponto por cada território que controla, mais um ponto por cada castelo e um por cada porto em seus territórios, com o jogador que tiver mais pontos sendo o vencedor.

As demais regras que são diferentes das normais são: no início do jogo, após receber suas cartas de território, cada jogador coloca dois exércitos em cada um de seus territórios, e só. Ao contar o número de territórios que controla para receber mais exércitos, cada jogador deve somar a esse número o número de castelos nos territórios que controla. Ao trocar cartas por exércitos, cada carta pode ter a figura de um cavaleiro, de uma catapulta ou de uma torre; três cavaleiros rendem sempre 4 exércitos, três catapultas rendem 5, três torres rendem 6, e três símbolos diferentes rendem sempre 7 exércitos, independentemente do número da troca. Ao mover exércitos, é possível movê-los através de mais de um território, desde que todos os no meio do caminho tenham exércitos do jogador que está movendo. E territórios com portos são considerados conectados a todos os outros territórios que tenham um porto da mesma cor, podendo atacá-los e mover exércitos para eles pelas regras normais, como se fizessem fronteira um com o outro; os portos do lado oeste de Westeros são de cor branca, os do lado leste de Essos são de cor verde, e, em uma boa sacada, tanto os portos do lado leste de Westeros quanto os do lado oeste de Essos são de cor azul, sendo essa a única forma de atacar ou mover exércitos entre um continente e outro se ambos os tabuleiros estiverem sendo usados.

O outro modo de jogo se chama Dominion, e usa todos os componentes extras criados especificamente para essa versão do jogo (exceto a carta especial). Além do tabuleiro principal, cada jogador usa também um tabuleiro próprio, que corresponde à Casa que ele está controlando, e que serve para marcar quantos territórios, castelos e portos ele controla no momento, e quantos pontos de vitória ele já somou. Nesse tabuleiro também ficam quatro Cartas de Personagem, que o jogador recebe no início do jogo, e representam quatro personagens ligados à Casa que ele está controlando, com fotos dos atores que os interpretam na série. Cada jogador também recebe um número pré-determinado de exércitos iniciais, que depende de quantos jogadores estão jogando, e deve colocar todos eles em seus territórios no início do jogo, primeiro um em cada um dos territórios das cartas que recebeu, depois os demais até que todos tenham sido usados. A ordem de jogo não depende de sorteio ou posição na mesa, mas de qual Casa cada jogador escolheu. Cada Casa tem também uma Capital (por exemplo, a Capital dos Stark é Winterfell), sempre começando o jogo com aquele território, no qual colocará sua peça de Capital e um busto, para representar três exércitos, além de quaisquer outros exércitos que queira colocar lá durante a distribuição.

O modo Dominion também faz uso de dinheiro, existindo moedas de 100 Dragões de Ouro e de 500 Dragões de Ouro, com cada jogador começando o jogo com uma quantidade de dinheiro que depende de qual Casa escolheu. Toda vez que for ganhar exércitos de acordo com o número de territórios e castelos que controla (o que, no modo Dominion, é feito somando os territórios e castelos, dividindo por três e arredondando para baixo), o jogador ganha também uma igual quantidade de dinheiro, sempre em múltiplos de 100 (ou seja, um jogador que ganha 3 exércitos ganha junto 300 Dragões de Ouro). O mesmo ocorre quando o jogador ganha mais exércitos de bônus por controlar uma região inteira, ganhando 100 Dragões de Ouro por cada exército, mas não quando troca cartas por exércitos - nesse caso, ele ganha mesmo só os exércitos. No modo Dominion os portos que o jogador controla não contam para ganhar exércitos, mas, ao final de seu turno, cada jogador ganha 100 Dragões de Ouro por cada porto que controla.

O dinheiro possui dois usos principais: ativar Cartas de Personagem e comprar e jogar Cartas de Meistre. As Cartas de Meistre são embaralhadas no início do jogo e colocadas em um monte ao lado do tabuleiro; no fim de seu turno, antes de passar a vez, cada jogador pode comprar quantas cartas do topo desse monte quiser, a um custo de 200 Dragões de Ouro por cada carta. Cada carta possui escrito nela o momento em que deve ser jogada e seu custo; quando for o momento correto, se o jogador quiser, ele pode pagar o custo, descartando a carta e ganhando uma vantagem que também está escrita nela. As Cartas de Personagem seguem a mesma mecânica, com a diferença de que cada jogador já começa com todas as suas quatro, e elas jamais são descartadas: no momento correto, se o jogador quiser, paga o custo, recebe a vantagem, e vira a carta com o verso para cima. No início de cada um de seus turnos, o jogador pode virar para cima novamente todas as Cartas de Personagem que tiver viradas para baixo - o que faz com que cada Cata de Personagem só possa ser usada uma vez por turno.

Outro tipo de carta presente no modo Dominion são as Cartas de Objetivo, que não determinam o fim do jogo, e sim conferem pontos de vitória. No início do jogo, cada jogador recebe três cartas, escolhe duas e devolve uma, que será reembaralhada às que sobraram para formar um monte de compras. A qualquer momento durante sua vez de jogar que tiver cumprido um de seus Objetivos, o jogador poderá revelá-lo e ganhar seus pontos de vitória imediatamente; cada jogador só pode revelar um Objetivo por turno, mesmo que tenha cumprido mais de um. Após cumprir um Objetivo, o jogador pega duas novas Cartas de Objetivo, escolhe uma e descarta a outra. No final de cada turno seu, cada jogador também pode comprar uma (e apenas uma) nova Carta de Objetivo, pagando 200 Dragões de Ouro; se o fizer, ele pega duas cartas do monte, escolhe uma e descarta a outra. Se a qualquer momento o baralho de Objetivos acabar, o monte de descartes é embaralhado para virar um novo; Cartas de Meistre descartadas, por outro lado, jamais retornam à partida.

Outro elemento próprio do modo Dominion são as Unidades Especiais - escudos de papelão com a figura de um cavaleiro, de uma catapulta ou de uma torre. Quando for trocar cartas de território por exércitos, um jogador pode (junto com ou ao invés de) trocar uma carta por uma Unidade Especial do mesmo tipo que a mostrada na carta, sendo que uma mesma carta não pode ser usada para trocar exércitos e Unidades Especiais no mesmo turno. Essa Unidade Especial então pode ser colocada em qualquer território controlado pelo jogador, independentemente de se ele colocou ou não exércitos lá, e de qual foi a carta de território trocada. Cada cavaleiro em um território faz com que seja somado um ponto ao dado de maior resultado em sua jogada, tanto no ataque quanto na defesa (por exemplo, se o maior resultado foi 5, e há dois cavaleiros no território, esse 5 se transforma em um 7), e cada catapulta permite que um dos exércitos envolvido na batalha role um dado de oito lados ao invés do dado normal (o jogo vem com três dados de seis lados pretos e dois de cada de dados de seis lados vermelhos, dados de oito lados pretos e dados de oito lados vermelhos, sendo que os dados pretos são de ataque, os vermelhos são de defesa, e os de oito lados só são usados no modo Dominion). Cavaleiros e catapultas podem ser combinados (ou seja, se há um de cada em um território, um jogador pode rolar um dado de oito lados, tirar 8 e esse 8 virar um 9), devem obrigatoriamente ser movidos para um território conquistado caso seus bônus sejam usados durante os ataques que levaram à conquista do território, e são descartados (e não devolvidos para o jogador) caso o território onde estavam seja conquistado por um oponente. Já as torres só podem ser usadas na defesa, ou seja, quando o território é atacadao, e permitem que o jogador substitua todos os seus dados de defesa por dados de 8 lados; torres jamais podem ser movidas ou descartadas, ficando no território onde foram colocadas até o fim do jogo, e não há necessidade de colocar mais de uma em cada território, já que seus bônus não se acumulam. Unidades Especiais não contam como exércitos para fins de outras regras do jogo.

Ganha o jogo no modo Dominion o primeiro jogador a somar 10 pontos de vitória enquanto estiver no controle do território que tem sua Capital - ou seja, uma boa forma de impedir alguém que está com muitos pontos de vitória de ganhar é tomando a Capital dele. Uma vez que um dos jogadores cumpra esses dois pré-requisitos, o jogo acaba imediatamente e ele é o vencedor, independentemente da situação dos demais jogadores. Desnecessário dizer, tanto no modo Skirmish quanto no Dominion, se um jogador conseguir eliminar todos os exércitos de todos os outros e for o único sobrando no tabuleiro, ele será o vencedor, não importa se a carta especial apareceu ou quantos pontos de vitória ele tinha.

Risk Game of Thrones foi lançado em duas versões: a chamada Deluxe Edition trazia todos os elementos e regras descritos aqui, enquanto a Skirmish Edition era mais barata, mas só trazia o tabuleiro com o mapa de Westeros, suas respectivas cartas de território, a carta especial, três dados de seis lados pretos, dois vermelhos, e os soldadinhos e bustos das Casas Stark, Baratheon, Lannister, Tyrell e Martell. A Skirmish Edition trazia regras para jogar com de 2 a 5 jogadores, mas somente no modo Skirmish - e sofreu muitas críticas por não trazer a Casa Targaryen ao invés das menos populares Tyrell e Martell.

War Game of Thrones

Quando a Grow anunciou que lançaria um War Game of Thrones, muita gente pensou que eles iriam traduzir e lançar o Risk Game of Thrones. Na verdade, trata-se de um jogo bem diferente, com regras criadas pela própria Grow - aliás, assim como War Batalhas Mitológicas e War Vikings, War Game of Thrones, lançado em 2022, possui dois conjuntos de regras: as Regras Básicas são as mesmas do War original, sem tirar nem por, com a única diferença sendo que o jogo é temático de Game of Thrones, enquanto as Regras Avançadas são as que eu vou discutir aqui, que fazem uso dos novos componentes criados especificamente para essa versão.

War Game of Thrones é um jogo para de 2 a 4 jogadores, que podem escolher dentre as Casas Stark (cinza), Baratheon (laranja), Lannister (amarelo) ou Targaryen (vermelho); as peças que representam os exércitos das Casas são as pastilhinhas tradicionais de War, com pastilhinhas pequenas que valem 1 exército cada e pastilhinhas maiores que valem 10 exércitos cada. O tabuleiro representa quase todo o continente de Westeros, já que é limitado pela Muralha no norte e pela fronteira com Dorne ao sul, com Dorne não fazendo parte do mapa de jogo. Ele é dividido em 6 regiões compostas por 6 territórios cada - pela primeira vez em um jogo de War, todas as regiões/continentes têm o mesmo número de territórios - para um total de 36 territórios: The North (cinza - Winterfell, The Wolfswood, Stony Shore, The Barrowlands, Cape Kraken, White Harbor), Riverlands (azul - Riverrun, The Twins, The Trident, Harrenhal, Pinkmaiden, The Crag), Vale of Arryn (roxo - The Mountains of the Moon, The Fingers, West Vale, The Eyrie, Saltpans, Gulltown), Westerlands (vermelho - Casterly Rock, Stoney Sept, Lannisport, Silverhill, Cornfield, Old Oak), Crownlands (laranja - King's Landing, Duskendale, Crackclaw Point, Kingswood, Sharp Point, Tumbleton) e The South (verde - Highgarden, Goldengrove, Oldtown, Summerhall, Blackhaven, Cape Wrath). Por algum motivo, provavelmente ligado a direitos autorais, a Grow optou por manter os nomes das regiões e territórios em inglês; eu preferiria que eles tivessem usado os nomes traduzidos, já que os leitores e espectadores brasileiros já estão acostumados com eles.

As Regras Avançadas não usam as Cartas de Objetivo; a invés disso, cada jogador recebe um brasão da Casa que controla, redondo, da cor das pastilhinhas, com o símbolo da Casa gravado em alto-relevo, uma base para ficar em pé e bastante bonito (inclusive a caixa do jogo chama atenção para o fato de que ele "inclui quatro incríveis brasões") e o coloca na primeira casa da Trilha do Trono, localizada na parte inferior do tabuleiro e não usada nas Regras Básicas, no espaço marcado com a cor e o símbolo da Casa correspondente. Um detalhe que não altera em nada o jogo, mas que eu achei interessante, é que, em War Game of Thrones, o símbolo da Casa Baratheon é o veado rampante, enquanto em Risk Game of Thrones é o veado coroado dentro de um coração em chamas usado por Stannis Baratheon. Além da Trilha do Trono, as Regras Avançadas fazem uso de dois baralhos especiais: um é composto pelas Cartas de Evento, deve ser embaralhado no começo do jogo e colocado próximo ao tabuleiro, assim como as Cartas de Território, após os jogadores as terem recebido e colocado seus exércitos em seus territórios iniciais. O outro possui apenas quatro cartas, cada uma com o símbolo de uma das Casas; em um jogo com 2 ou 3 jogadores, as cartas que correspondem às Casas que não estão sendo usadas ficam na caixa.

Cada jogador também começa o jogo com 12 bandeiras, peças de papelão com o símbolo de cada Casa e uma base de plástico para que fiquem de pé no tabuleiro. Para mover seu brasão pela Trilha do Trono, cada jogador precisa fincar bandeiras, o que é feito conquistando territórios. Toda vez que um jogador conquista um território, após mover seus exércitos para o território conquistado, ele poderá transformar um deles em uma bandeira; para isso, basta devolver um dos exércitos recém-movidos para a sua reserva, e colocar uma das bandeiras de sua reserva em seu lugar. Bandeiras não contam como exércitos, ou seja, para poder fincar uma bandeira, o jogador deve ter movido pelo menos dois exércitos para o território conquistado - um para trocar pela bandeira, outro para ser o exército de ocupação obrigatório.

Só é possível fincar uma bandeira por território, mas o jogador pode fincar quantas bandeiras quiser, em territórios diferentes, em um mesmo turno; para fincar mais de uma, porém, ele deverá pagar um pedágio: se, após fincar uma bandeira, um jogador seguir atacando, conquistar um segundo território, e quiser fincar uma bandeira lá também, ele deverá retornar para a sua reserva, junto com um exército recém-movido para o território conquistado, dois exércitos do território de onde partiu o ataque. Se quiser fincar uma terceira bandeira, junto com um exército recém-movido para o território conquistado, ele deverá retornar para a sua reserva quatro exércitos do território de onde partiu o ataque, e assim por diante, sempre retornando para a reserva mais dois exércitos do território de onde partiu o ataque para cada bandeira subsequente - seis para a quarta, oito para a quinta etc.

Também é possível "roubar" uma bandeira do oponente: após conquistar um território que tenha uma bandeira de um oponente fincada, o jogador poderá retornar para a sua reserva dois exércitos recém-movidos - o que significa que ele tem que ter movido três, dois para "descartar" e um para ser o exército de ocupação obrigatório. Se o fizer, ele devolve a bandeira para o oponente e finca uma de suas próprias bandeiras no lugar. Essa ação não é obrigatória, porque bandeiras não contam para determinar quem controla um determinado território, sendo possível um jogador conquistar um território com uma bandeira e simplesmente deixá-la lá - o que também torna possível que um jogador conquiste um território controlado por um oponente que tinha uma bandeira de outro oponente, podendo, então, substituí-la pela sua se pagar os exércitos normalmente. Desnecessário dizer, cada território só pode ter uma bandeira.

Toda vez que um jogador finca uma bandeira, ele anda uma casa na Trilha do Trono - onde só é possível andar para a frente; jogadores que recebem de volta uma bandeira conforme a regra descrita no parágrafo anterior não precisam andar uma casa para trás na Trilha do Trono. Ao todo, a Trilha do Trono possui 10 casas, contando com a inicial, o que significa que um jogador precisa fincar 9 bandeiras para ganhar o jogo. Quatro dessas casas têm escrito "Evento"; toda vez que um jogador alcança uma dessas casas, ele deverá pegar a Carta de Evento do topo do baralho e ler suas instruções em voz alta. Algumas Cartas de Evento afetam somente o jogador que a leu, outras afetam a todos os jogadores, e há ainda as que afetam um jogador aleatoriamente - para isso são usadas as cartas com os símbolos das Casas: uma delas é escolhida aleatoriamente, e o jogador que controla aquela Casa será o afetado. Algumas Cartas de Evento fazem efeito imediatamente, outras possuem um efeito que dura até uma próxima Carta de Evento entrar em jogo. Uma vez usadas, Carats de Evento são descartadas e jamais voltam ao jogo, o que significa que nenhum evento se repetirá. É importante dizer também que uma Carta de Evento entra em jogo a cada vez que um jogador alcança uma casa marcada como Evento, e não quando o primeiro jogador a alcançar, o que significa que um jogo para 4 jogadores pode ter até 16 eventos diferentes em seu decorrer.

Uma vez que um jogador alcance a última casa da Trilha do Trono, marcada como "Vitória", o jogo termina imediatamente com ele como vencedor. Curiosamente, o manual não diz que, se um jogador conquistar todos os territórios, eliminando todos os demais, ele vence - inclusive, há no manual um alerta de que conquistar muitos territórios sem fincar bandeiras neles não ajuda o jogador a vencer o jogo - mas, visto que ninguém mais poderá fincar bandeiras se todo mundo exceto ele tiver sido derrotado, acho que podemos considerar que ele ganhou sim.

Risk Lord of the Rings - Trilogy Edition

O único Risk temático que eu já comprei na vida foi o de Doctor Who, por dois motivos: primeiro, os Risks temáticos costumam ser muito caros (esse sobre o qual eu vou falar agora custa em torno de 55 dólares, o de Game of Thrones custa em torno de 70), segundo, uma das coisas que eu mais gosto em War / Risk é o mapa, e eu costumo achar os mapas das versões temáticas muito chatos - para citar dois exemplos de franquias das quais eu gosto, o de Star Wars tem um bando de planetas que a gente não sabe se ficam naquela posição mesmo de acordo com o cânone ou se só foram arrumados daquele jeito em nome da jogabilidade, enquanto o de Transformers tem um mapa de Cybertron com um monte de territórios que parecem ter sido inventados especificamente pra ele, não aparecendo em nenhuma outra mídia. O de Doctor Who eu só comprei porque estava em promoção na Amazon, o dólar estava (mais) barato (do que hoje), e o mapa era o tradicional, já que a história é que os Daleks estão invadindo a Terra.

Existem, entretanto, duas versões temáticas de Risk que superam esse meu problema com os mapas, já que usam mapas fiéis aos presentes nas obras nas quais elas são baseadas, o que eu acho muito legal, e faz com que o único motivo pelo qual eu nunca as comprei tenha sido mesmo o preço. Como eu falei de uma delas, o Risk Game of Thrones, decidi que vou aproveitar para falar também da outra, o Risk Lord of The Rings - Trilogy Edition, cujo tema é a trilogia para o cinema de O Senhor dos Anéis.

Lançado em 2003, mesmo ano no qual o último filme da trilgia, O Retorno do Rei, foi lançado nos cinemas, Risk Lord of The Rings - Trilogy Edition é uma das pouquíssimas versões temáticas de Risk que não foi lançada pela USAopoly. Mais que isso, ele foi lançado pela própria Hasbro, fabricante do Risk original, que decidiu ela mesma obter a licença de O Senhor dos Anéis e aplicá-la a vários de seus jogos, talvez imaginando que, como os filmes estavam sendo grandes sucessos, esses jogos também seriam. E o caso é que a Hasbro estava absolutamente certa: Risk Lord of The Rings - Trilogy Edition foi um sucesso de vendas tão grande que ela jamais o tirou de seu catálogo, com o jogo sendo vendido até hoje - embora, atualmente, sua venda, assim como a de alguns outros brinquedos da Hasbro de, digamos, preço diferenciado, seja exclusiva da Amazon. O Trilogy Edition no nome é para deixar claro que essa versão é temática dos filmes, e não dos livros (como se as fotos dos atores na caixa não fossem suficientes), o que pode parecer desnecessário, mas não é, porque já existiu um Risk Lord of The Rings temático dos livros, lançado na época em que Risk não era ainda produzido pela Hasbro, e sim pela Parker Brothers. Algumas regras da Trilogy Edition foram aproveitadas dessa versão antiga, mas a maioria foi criada pela Hasbro justamente para poder utilizar elementos dos filmes.

Risk Lord of The Rings - Trilogy Edition é um jogo para de dois a quatro jogadores, que podem escolher dentre as cores verde, amarela, vermelha ou preta. As cores verde e amarela representam as forças do bem, enquanto a vermelha e a preta representam as forças do mal; em uma partida com um número de jogadores par, metade vai representar cada lado, enquanto em uma partida de 3 jogadores dois jogarão pelo mal e um pelo bem. Independentemente de qual lado estejam representando, os jogadores são livres para atacar qualquer território - o jogador verde pode atacar o amarelo normalmente, por exemplo. As peças de cada jogador são diferentes de acordo com o lado que representam: as forças do bem têm elfos que representam 1 exército cada, Cavaleiros de Rohan que representam 3 exércitos cada, e águias gigantes que representam 5 exércitos cada; as forças do mal têm orcs que representam 1 exército cada, cavaleiros-bruxos que representam 3 exércitos cada, e trolls que representam 5 exércitos cada. Cada jogador tem também dois Líderes, representados por escudos élficos para as forças do bem e escudos órquicos para as forças do mal; Líderes não contam como exércitos, mas conferem vantagens especiais aos jogadores quando estão no tabuleiro.

O mapa do tabuleiro representa a Terra-Média, e está dividido em 9 regiões e 64 territórios: Arnor (vermelho, 11 territórios - Fordwaith, Angmar, Eastern Angmar, Borderlands, Rhudaur, North Downs, South Downs, Fornost, Buckland, Old Forest, Weather Hills), Gondor (marrom, 10 - Druwait Iaur, Andrast, Anfalas, Vale of Erech, Lamedon, Belfalas, Lebenin, Minas Tirith, Ithilien, South Ithilien), Rhovanion (laranja, 8 - Gladden Fields, Moria, Lorien, The Wold, Emyn Muil, Brown Lands, Rhûn Hills, Dead Marshes), Rohan (azul, 7 - Minhiriath, Eregion, Dunland, Enedwaith, Fangorn, West Rohan, Gap of Rohan), Eriador (verde claro, 7 - Forlindon, Lune Valley, Evendim Hills, Tower Hills, Harlindon, Mithlond, The Shire), Mordor (cinza, 6 - Udun Vale, Barad-Dur, Mount Doom, Minas Morgul, Gorgoroth, Nurn), Haradwaith (amarelo, 6 - Harondor, Umbar, Harad, Near Harad, Deep Harad, Khand), Mirkwood (verde escuro, 5 - North Mirkwood, South Mirkwood, Eastern Mirkwood, Carrock, Anduin Valley) e Rhûn (roxo, 4 - North Rhûn, South Rhûn, Withered Heath, Esgaroth). Uma curiosidade do tabuleiro é que alguns territórios possuem em suas fronteiras cadeias de montanhas ou rios; esses territórios, mesmo que estejam um ao lado do outro, não são considerados adjacentes, exceto, no caso dos rios, se o rio tiver uma ponte.

Outra curiosidade do tabuleiro é que há uma área própria para as batalhas: quando um jogador declarar que está atacando um território, os exércitos usados no ataque e na defesa são retirados de seus respectivos territórios e colocados nessa área. Os que são derrotados saem do jogo, os que prevalecem voltam para seus territórios de origem. Se um dos territórios envolvidos em uma batalha tiver um Líder, ele também pode ser colocado nessa área: um Líder em batalha soma 1 ao dado de maior resultado rolado pelo jogador, tanto no ataque quanto na defesa. Um jogador não é obrigado a usar um Líder, mas, se usá-lo em um ataque e conquistar um território, será obrigado a mover o Líder para o território recém-conquistado, junto com os exércitos de ocupação. Também é possível mover um Líder de um território para outro durante o remanejamento normalmente, desde que jamais fiquem dois Líderes no mesmo território ao final do remanejamento. Se um território que tem um Líder for conquistado, o Líder sai do tabuleiro, mas o jogador pode recolocá-lo, em qualquer território que controle, ao final de sua próxima vez de jogar.

Para as trocas, as Cartas de Território podem ter a figura de um elfo, um cavaleiro-bruxo ou uma águia gigante, com duas cartas-curinga tendo todas as três; 3 elfos valem 4 exércitos, 3 cavaleiros valem 6, 3 águias valem 8, e um de cada valem 10, independentemente do número da troca. Os territórios também são divididos entre terras do bem (com a figura do escudo élfico na Carta de Território), terras do mal (com a figura do escudo órquico) e terras neutras (sem figura de escudo); no início do jogo, jogadores que representam as forças do bem só podem ocupar terras do bem e jogadores que representam as forças do mal só podem ocupar terras do mal.

Em uma partida para 4 jogadores, as Cartas de Território das terras do bem e as das terras do mal são embaralhadas separadamente, cada jogador recebe 8 cartas, correspondentes ao lado que ele está representando, e então os jogadores fazem turnos para clamar os territórios neutros, cada um em sua vez escolhendo um e colocando um exército lá (sem a necessidade de distribuir cartas), até que todos tenham sido clamados. Em uma partida para 3 jogadores, o jogador que representa as forças do bem começa com exércitos em todas as 16 terras do bem, enquanto os do mal recebem 8 cartas de terras do mal e 8 de terras neutras cada, com os demais territórios sendo clamados. Depois que todos os territórios tiverem pelo menos um exército cada, cada jogador escolhe um de seus territórios para colocar um de seus Líderes; depois que todos tiverem escolhido, eles escolhem onde vão colocar o segundo Líder - com ambos os líderes não podendo começar o jogo no mesmo território. As Cartas de Território são então embaralhadas todas juntas, para formar o maço de onde os jogadores pegarão cartas quando tiverem conquistado pelo menos um território em sua vez de jogar, e cada jogador recebe uma delas - ou seja, cada jogador já começa o jogo com uma Carta de Território para usar para trocas.

Alguns territórios possuem Fortalezas (Strongholds) ou Locais de Poder (Sites of Power), indicados por figuras no tabuleiro. Quando um jogador está defendendo um território com uma fortaleza (representada por um ícone dourado, exemplos de Fortalezas são as Minas de Moria, Valfenda ou Isengard) ele soma 1 ao seu dado de maior resultado. Territórios com Fortalezas também recebem um exército extra no início de cada rodada, quando o jogador for receber exércitos pelo número de territórios que controla (somando todos e dividindo por 3), pelas regiões que controla e pelas cartas que trocar. Já os Locais de Poder (representados por um ícone preto, exemplos são Lothlorien, Osgiliath e a Montanha da Perdição) são usados para obter e jogar Cartas de Aventura: toda vez que um jogador usa deu Líder para conquistar um território com um Local de Poder, ele ganha uma Carta de Aventura, e algumas Cartas de Aventura, para serem jogadas, requerem que o Líder do jogador esteja em um Local de Poder ou seja remanejado para um Local de Poder.

Existem três tipos de Cartas de Aventura, todas embaralhadas juntas no mesmo baralho: Cartas de Evento, Cartas de Missão e Cartas de Poder. Cartas de Evento são jogadas imediatamente quando um jogador as pega do topo do baralho; cada uma delas possui um efeito que pode durar até o final da rodada, até aquele jogador passar a vez, ou até que outra Carta de Evento entre em jogo. Cada Carta de Missão possui um Local de Poder e um efeito; se, ao final de sua vez de jogar, o Líder do jogador que tem a Carta de Missão estiver no território que tem o Local de Poder mostrado nela, ele poderá revelar a carta e se beneficiar de seu efeito. Cada Carta de Poder possui um momento próprio de ser jogada e um efeito; quando o momento próprio se faz presente, se o jogador quiser, ele pode jogar a carta e se beneficiar de seu efeito. No início do jogo, as Cartas de Evento são removidas do baralho, as de Missão e de Poder são embaralhadas, e cada jogador recebe 4 cartas, com as quais começará o jogo; então as Cartas de Evento são recolocadas no baralho, que é embaralhado de novo e colocado próximo ao tabuleiro, virado para baixo, para os jogadores comprarem cartas ao longo do jogo. Não importa quantos territórios com Locais de Poder um jogador conquistou em sua rodada, ele só ganha 1 Carta de Aventura; cada jogador só pode ter até 4 Cartas de Aventura na mão, devendo descartar uma se já tiver 4 e quiser receber outra. Quando um jogador fica sem exércitos, suas Cartas de Aventura são descartadas, não passando para o jogador que derrotou seu último exército como as Cartas de Território.

O jogo não possui Cartas de Objetivo; ao invés disso, há uma réplica do Um Anel (feito de metal dourado) que representa a jornada da Sociedade do Anel. O Um Anel começa o jogo no território The Shire (O Condado), e se move pelo tabuleiro seguindo uma linha pontilhada que o leva até o território Mount Doom, passando por um total de 18 territórios. No final de sua vez de jogar, antes de passar a vez para o jogador seguinte, cada jogador deve mover o Um Anel para o território seguinte do caminho; caso o território no qual o Um Anel está tenha a figura de um dado, antes de movê-lo, o jogador rola um dado: se o resultado for 1, 2 ou 3, o Um Anel fica onde está, mas, se for 4, 5 ou 6, ele se move para o território seguinte. O Um Anel não interfere em batalhas nem é afetado por elas, ou seja, ataques e defesas ocorrem normalmente, como se ele não estivesse ali; algumas Cartas de Aventura, entretanto, podem interferir em seu movimento.

Uma vez que o Um Anel esteja em Mount Doom, o jogador, ao final de sua vez, jogará um dado; um resultado 4, 5 ou 6 significa que o Um Anel caiu na lava, e o jogo termina - caso o resultado seja 1, 2 ou 3, o jogo continua normalmente. Quando o Um Anel for destruído, será feita a contagem de pontos, da seguinte forma: cada jogador ganha 1 ponto por cada território que controla, 2 pontos por cada Fortaleza que controla, um número de pontos por cada região que controla totalmente igual ao número de exércitos que essa região confere, e pontos adicionais por algumas Cartas de Aventura que ele jogou (mas não pelas que ainda tem em sua mão). O jogador com mais pontos vence; em caso de empate, vence o que tiver mais exércitos restantes no tabuleiro. Também é possível um jogador ganhar o jogo porque derrotou todos os demais e conquistou todos os territórios do tabuleiro, independentemente de em qual território esteja o Um Anel.

As partidas para 2 jogadores seguem uma regra especial: um dos jogadores controla as forças do bem, outro as forças do mal, e deve ser escolhida uma terceira cor, que será um exército neutro. Cada jogador começa com 1 exército em cada um dos 16 territórios correspondentes ao lado que representa, enquanto o exército neutro começa com 2 exércitos em cada um de 21 territórios que representam terras neutras, escolhidos aleatoriamente usando as Cartas de Território; depois disso, os demais territórios são clamados e todos os territórios são reforçados pelos jogadores de acordo com as regras normais. O exército neutro só pode se defender, com o jogador que não está atacando rolando seus dados; ele não pode atacar, remanejar, nunca recebe mais exércitos, não tem Líderes, não ganha Cartas de Aventura, e não move o Um Anel. Uma vez que todos os territórios do exército neutro tenham sido conquistados, os dois jogadores seguem jogando um contra o outro normalmente.

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domingo, 10 de maio de 2020

Escrito por em 10.5.20 com 0 comentários

Game of Thrones

Game of Thrones é uma das minhas séries preferidas. Eu não sei se vocês já repararam, mas eu não gosto de falar de séries enquanto elas estão no ar, então eu estava só esperando ela acabar para escrever esse post. O motivo pelo qual ele demorou um ano pra sair foi que, assim como muita gente, eu me decepcionei com a última temporada - talvez não pelos mesmos motivos, mas me decepcionei - então decidi deixar a poeira baixar e o distanciamento trazer claridade antes de escrever. De qualquer forma, hoje é dia de Game of Thrones no átomo.

Se é que alguém ainda não sabe, Game of Thrones é a adaptação para a TV de uma série de livros escritos pelo norte-americano George R.R. Martin, coletivamente conhecidos como As Crônicas de Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire no original). Até hoje, Martin já escreveu cinco livros: A Guerra dos Tronos (A Game of Thrones, de onde a série tira seu nome, lançado em 1996), A Fúria dos Reis (A Clash of Kings, lançado em 1998), A Tormenta de Espadas (A Storm of Swords, lançado em 2000), O Festim dos Corvos (A Feast for Crows, lançado em 2005) e A Dança dos Dragões (A Dance with Dragons, lançado em 2011). O sexto livro, The Winds of Winter, está sendo escrito desde então, e há uma grande expectativa quanto ao seu lançamento, ainda sem data definida. O sétimo, A Dream of Spring, segundo Martin, será o último.

A ideia de adaptar os livros para uma série partiria do roteirista e produtor David Benioff. Em 2006, Benioff entrou em contato com o agente de Martin, pesquisando obras que pudesse adaptar, e o agente lhe recomendou As Crônicas de Gelo e Fogo, lhe enviando os quatro primeiros livros, que eram os que haviam sido lançados na época. Benioff leu mais ou menos a metade de A Guerra dos Tronos e ligou para o diretor, produtor e roteirista D.B. Weiss para dividir seu entusiasmo e conversar sobre uma parceria na possível adaptação. Weiss leria o primeiro livro em um dia e meio, e convidaria Martin, que também era roteirista (tendo escrito, por exemplo, para a série da década de 1980 de Além da Imaginação), para uma reunião com eles e com executivos do canal a cabo HBO, que duraria cinco horas, ao fim das quais tudo estaria acertado para que a série entrasse em produção em 2007.

Antes de conversar com Benioff e Weiss, Martin já havia conversado com produtores de vários estúdios, interessados em transformar As Crônicas de Gelo e Fogo em uma série de filmes; o autor jamais ficava satisfeito com as conversas por dois motivos: primeiro, ele considerava impossível cada livro ser adaptado para um único filme, o que faria com que a série provavelmente tivesse uns dez filmes, mais do que qualquer estúdio gostaria de se comprometer com antecedência; segundo, os livros continham muitas cenas de sexo e violência, e nenhum estúdio aceitaria adaptá-las da forma original, tendo que adequar os filmes a todas as idades caso quisessem fazer deles blockbusters, algo com o qual Martin não concordava. Ao ver que a HBO, que já havia produzido séries como Roma e Os Sopranos estava interessada, Martin se animou com o projeto, inclusive se oferecendo para escrever alguns dos roteiros.

De início, ficaria acertado que cada temporada adaptaria um livro inteiro, com Martin escrevendo um episódio por temporada, e os outros ficando a cargo de Benioff e Weiss; durante a produção, Jane Espenson e Bryan Cogman também seriam contratados como roteiristas. Benioff e Weiss também atuariam como produtores executivos, com Martin como co-produtor executivo. Benioff e Weiss entregariam o roteiro do piloto ainda em 2007, mas a HBO não ficaria satisfeita e pediria mudanças; devido a uma greve dos roteiristas, o novo roteiro só poderia ser entregue em 2008, com o piloto só sendo aprovado em novembro, e as filmagens começando em janeiro de 2009. Após exibir o piloto para uma plateia de teste, a HBO ficaria extremamente insatisfeita com o resultado, e exigiria que aproximadamente 90% do episódio fosse refilmado, contando, inclusive, com mudanças de elenco e de diretor. Isso faria com que o piloto de Game of Thrones fosse o mais caro da história da TV, custando cerca de 10 milhões de dólares para ser produzido, e com que a primeira temporada custasse entre 50 e 60 milhões, soma absurda para a época.

Mesmo após a aprovação do piloto, a luz verde para a primeira temporada só seria dada em maio de 2010, com as filmagens começando apenas no segundo semestre daquele ano. Com dez episódios, a primeira temporada estrearia apenas em 17 de abril de 2011, e logo se tornaria um enorme sucesso de crítica e público, batendo recordes de audiência, fazendo a HBO, que é um canal por assinatura, bater recordes de novas assinaturas nos Estados Unidos, e sendo indicada a nada menos que 13 Emmys, dos quais ganharia dois: Melhor Ator Coadjuvante em uma Série de Drama (Peter Dinklage) e Melhor Design de Sequência de Abertura. Dinklage também ganharia um Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para a TV; e, também no Globo de Ouro, Game of Thrones seria indicado a Melhor Série de Drama, mas perderia para Homeland. As filmagens da primeira temporada ocorreriam principalmente na Irlanda do Norte, com algumas cenas adicionais sendo gravadas em Malta.

Uma curiosidade da primeira temporada foi que Benioff e Weiss estavam acostumados com roteiros de cinema, então muitos de seus roteiros resultariam em episódios cerca de 10 minutos mais curtos que o necessário; para completar esse tempo, eles teriam que escrever novas cenas às pressas, que envolviam apenas dois personagens conversando em cada uma delas, pois teriam de ser filmadas com baixo custo após a edição dos episódios. Benioff e Weiss declarariam que muitas de suas cenas preferidas estão dentre essas escritas de última hora, como uma na qual o Rei Robert discute seu casamento com sua esposa, Cersei. Outra curiosidade foi que os dothraki, povo nômade que vive no deserto, falam seu próprio idioma, e a equipe de produção optou por fazer com que apenas os personagens que falassem no "idioma comum" falassem inglês; com isso, o linguista David J. Peterson seria contratado para criar todo um idioma dothraki, baseado apenas em algumas poucas expressões que Martin criou para os livros.

Game of Thrones é ambientado em um mundo medieval fantástico sem nome, no qual está localizado o continente de Westeros, dentro do qual ficam Os Sete Reinos (embora essa nomenclatura seja antiga, e, na época da série, já não seja mais possível identificar quais seriam esses sete reinos com precisão). Durante muito tempo, os Sete Reinos foram governados pela Casa Targaryen, cujos membros vieram de outro continente, Essos (mais precisamente da cidade de Valíria, que foi destruída em um cataclisma jamais explicado), montados em dragões, dominando e subjugando as Casas que governavam os Sete Reinos. Os dragões dos Targaryen eram os únicos conhecidos no mundo, e, após seus mestres se acomodarem como governantes, foram definhando, com cada geração nascendo menor, até que desapareceram por completo. Quinze anos antes da série, houve uma rebelião, durante a qual o Rei Aerys II foi deposto, e o jovem Robert Baratheon tomou o trono, se tornando o primeiro governante não-Targaryen em 300 anos.

A série começa quando o Rei Robert (Mark Addy) vai até a cidade de Winterfell, no Norte, para pedir a seu melhor amigo, Ned Stark (Sean Bean), que lutou a seu lado na conquista do trono, que retorne com ele para a capital, Porto Real, para ser seu principal conselheiro, que, nos Sete Reinos, recebe o título de Mão do Rei. O Mão anterior, Jon Arryn, morreu em circunstâncias misteriosas, e Robert considera Ned como o único capaz de ocupar o cargo e descobrir a verdade sobre o acontecido. Ned é casado com Catelyn, da Casa Tully (Michelle Fairley), e tem cinco filhos: Robb (Richard Madden), que tem um forte senso de justiça e sonha se tornar um Guardião do Norte tão bom como o pai; Sansa (Sophie Turner), que só pensa em roupas, bailes e cerimônias, e está prometida ao Príncipe, sendo seu maior sonho se tornar rainha; Arya (Maisie Williams), que gosta mesmo é de atirar flechas, montar a cavalo, lutar com espada e não se interessa por coisas de menina; Bran (Isaac Hempstead Wright), que é um tanto desobediente e adora viver aventuras; e Rickon (Art Parkinson), que ainda é praticamente um bebê. Além dos cinco, Ned cria dois rapazes, Jon Snow (Kit Harington), seu filho bastardo (todos os bastardos do Norte recebem o sobrenome Snow, "neve" em inglês) com uma mulher desconhecida com quem ele dormiu durante a guerra pela conquista do trono, e Theon Greyjoy (Alfie Allen), filho do governante das Ilhas de Ferro, Balon Greyjoy (Patrick Malahide), que ficou ao lado de Aerys II na guerra pelo trono, sendo derrotado por Ned e Robert, com Theon sendo levado de sua casa como castigo.

Já Robert é casado com a cruel e ambiciosa Cersei, da Casa Lannister (Lena Headey), a casa mais rica de Westeros, com quem tem três filhos: o insuportável, mimado e maldoso Joffrey (Jack Gleeson), prometido de Sansa; a doce Myrcella (Aimee Richardson); e o ingênuo Tommen (Callum Wharry). Cersei tem dois irmãos, o belo Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), seu irmão gêmeo, com quem ela tem um caso de amor secreto, que fazia parte da Guarda de Honra do Rei Aerys II e o matou pelas costas, recebendo o apelido de Regicida (kingslayer, o "matador de reis", no original); e Tyrion (Peter Dinklage), que é um anão depravado, mal-educado, beberrão e mulherengo, mas extremamente inteligente, a quem Cersei odeia por considerar que ele matou sua mãe - que morreu no parto. O pai dos três, Tywin Lannister (Charles Dance), por sua riqueza e por ser um grande estrategista militar, é considerado o homem mais poderoso dos Sete Reinos, mais até do que o Rei.

Durante a guerra pelo trono, todos os Targaryen foram mortos, menos dois dos filhos de Aerys II: Viserys (Harry Lloyd) e Daenerys (Emilia Clarke), que fugiram para Essos, para a cidade de Pentos, para morar com um amigo de Viserys, o comerciante Illyrio (Roger Allam). Viserys está disposto a tudo para retornar a Westeros e retomar seu trono, inclusive a vender Daenerys para ser a esposa de Khal Drogo (Jason Momoa), bárbaro rústico que comanda uma horda de dothraki. A promessa de Illyrio é que, em retribuição pelo casamento, Drogo concordará em fazer com seus dothraki lutem por Viserys na reconquista do trono - algo que jamais se concretiza porque ele se apaixona por Daenerys, que descobre que, apesar das aparências, ele é um homem doce, e decide aceitar seu lugar a seu lado como Khaleesi. Também está com os dothraki o cavaleiro Jorah Mormont (Iain Glein), expulso dos Sete Reinos por conduta desonrosa, que passa a atuar como mercenário, mas decide se dedicar a proteger Daenerys após se apaixonar por ela.

Enquanto Ned Stark vai para a capital, Jon Snow ruma para a Muralha, uma construção que delimita a fronteira norte dos Sete Reinos. Construída em tempos imemoriais, a Muralha é guarnecida pela Patrulha da Noite, composta por criminosos, bastardos e outros párias, que nunca podem herdar nem ter filhos, e se comprometem a defender os Sete Reinos de todos os perigos que existem além da Muralha. Durante anos, o maior perigo tem sido os Selvagens, tribos bárbaras que não reconhecem a autoridade do Rei, mas, quando a Muralha foi construída, seu intuito era proteger o restante de Westeros dos Vagantes Brancos, seres mortos-vivos que parecem querer destruir tudo em seu caminho, mas que na época em que a série começa são considerados apenas uma lenda. Outros personagens relativos à Muralha são Jeor Mormont (James Cosmo), comandante da Patrulha da Noite e pai de Jorah; Meistre Aemon (Peter Vaughn - os meistres, nos Sete Reinos, fazem o papel de médico, farmacêutico e historiador); Alliser Thorne (Owen Teale), responsável pelo treinamento dos recrutas, que não vai com a cara de Jon Snow; Sam Tarly (John Bradley), rapaz gordinho e atrapalhado enviado para a Muralha porque seu pai não o considera digno de herdar o comando de sua Casa, e acaba se tornando o melhor amigo de Jon Snow; Benjen Stark (Joseph Mawle), irmão de Ned, que decidiu entrar para a Patrulha da Noite voluntariamente; e os recrutas Ed (Ben Crompton), Pyp (Josef Altyn) e Grenn (Mark Stanley).

Na capital, Ned Stark terá de lidar com o Conselho do Rei, que inclui o eunuco Varys (Conleth Hill), que possui uma rede de informantes e sabe tudo o que se passa nos Sete Reinos e além; Renly Baratheon (Gethin Anthony), o irmão de Robert; o Grande Meistre Pycelle (Julian Glover); e Petyr Baelish (Aidan Gillen), apelido Mindinho, que, na juventude, foi apaixonado por Catelyn, mas hoje é um homem riquíssimo, dono de uma rede de bordéis. Outros personagens da capital são os membros da Guarda Real Barristan Selmy (Ian McElhinney), Janos Slynt (Dominic Carter) e Meryn Trant (Ian Beattie); Ilyn Payne (Wilko Johnson), o carrasco; Beric Dondarrion (David Michael Scott), que já morreu e foi ressuscitado inúmeras vezes por um deus conhecido como Senhor da Luz; Kevan Lannister (Ian Gelder), irmão de Tywin, e seu filho, Lancel (Eugene Simon), que atua como escudeiro de Robert; Loras Tyrell (Finn Jones), membro da influente Casa Tyrell e conhecido como o Cavaleiro das Flores; Gregor Clegane (Conan Stevens), conhecido como "A Montanha que Monta", cavaleiro enorme e extremamente forte, considerado um dos homens mais violentos e cruéis dos Sete Reinos; seu irmão, Sandor Clegane (Rory McCann), conhecido como "O Cão de Caça", que o odeia desde criança, dentre outros motivos por Gregor tê-lo desfigurado, e que atua como guarda-costas de Joffrey; Syrio Forel (Miltos Yerolemou), espadachim contratado por Ned para ensinar sua arte a Arya; Gendry Waters (John Dempsie), filho bastardo de Robert, que trabalha como ferreiro sem que ninguém conheça sua linhagem; e Torta Quente (Ben Hawkey), aprendiz de padeiro que faz amizade com Arya.

Outros personagens de destaque na primeira temporada são Meistre Luwin (Donald Sumpter), meistre de Winterfell; Rodrik Cassel (Ron Donachie), comandante das tropas de Winterfell; Hodor (Kristian Nairn), homem enorme de pouca inteligência (cuja única palavra que consegue falar é o próprio nome), que serve como criado dos Stark; Osha (Natalia Tena), selvagem capturada que se torna criada dos Stark; Ros (Esmé Bianco), prostituta do Norte que decide tentar a sorte na capital; Walder Frey (David Bradley), idoso com dezenas de filhos governante da cidade conhecida como As Gêmeas, passagem mais segura entre o Norte e a capital; Bronn (Jerome Flynn), mercenário que faz amizade com Tyrion; Shae (Sibel Kekilli), prostituta que se torna amante de Tyrion; Lysa Arryn (Katie Dickie), irmã de Catelyn e viúva de Jon Arryn, que desconfia que houve uma conspiração para matar seu marido; seu filho, Robin Arryn (Lino Facioli); os dothraki Qotho (Dar Salim) e Rakharo (Elyes Gabel); as damas de companhia de Daenerys, Irri (Amrita Acharia) e Doreah (Roxanne McKee); e a bruxa Mirri Maz Duur (Mila Soteriou).

Aqui eu vou precisar soltar alguns spoilers, porque é impossível falar sobre o restante da série sem revelar que o Rei Robert morre, em um acidente de caça, e é graças a isso que começa a tal Guerra dos Tronos: por lei, seu herdeiro e sucessor é Joffrey, mas Ned desconfia que o Príncipe, na verdade, seja filho de Cersei e Jaime, e expõe esse fato aos irmãos de Robert, Renly e Stannis (Stephen Dillane), que também se declaram como legítimos sucessores ao trono. Enquanto isso, Robb Stark declara a independência do Norte, sendo proclamado Rei do Norte, e Balon Greyjoy se autodeclara Rei das Ilhas de Ferro. O confronto entre todos esses Reis seria a linha central da segunda temporada, que também acompanharia Daenerys, que planeja usar sua influência como Khaleesi para reunir um exército em Essos e cruzar o Mar Estreito, retomando o trono para os Targaryen - com a ajuda de três dragões recém-nascidos que conseguiu no último episódio da primeira temporada.

A primeira temporada corresponderia exatamente ao primeiro livro, mudando ou omitindo muito pouca coisa; como o segundo livro é bem maior, a partir da segunda temporada muito mais coisas passariam a ser alteradas, com inclusive personagens sendo omitidos, e o plano de fazer cada temporada correspondente a um dos livros acabaria indo por água abaixo - ainda assim, a segunda temporada adaptaria apenas material do segundo livro. A segunda temporada mais uma vez teria dez episódios, estreando em 1 de abril de 2012; ela seria encomendada pela HBO dois dias após a estreia da primeira, de tão animados que os executivos do canal ficariam com a audiência - não somente isso, eles também garantiriam um orçamento 15% maior, para que um dos principais eventos do segundo livro, a Batalha da Água Negra, pudesse ser retratada de forma fiel. A segunda temporada seria indicada a 11 Emmys, ganhando seis, todos técnicos: Melhor Figurino para uma Série, Melhor Direção de Arte para uma Série de Única Câmera, Melhor Maquiagem Não-Prostética para uma Série de Única Câmera, Melhor Edição de Som para uma Série, Melhor Mixagem de Som para uma Série de Drama ou Comédia de Uma Hora de Duração e Melhores Efeitos Visuais. As filmagens da segunda temporada ocorreriam na Irlanda no Norte, Irlanda, Islândia e Croácia - com a Croácia vivendo um boom turístico graças aos fãs da série que queriam visitar os locais onde suas cenas foram gravadas, especialmente a cidade de Dubrovnik, usada para representar Porto Real.

Além de Stannis, que governa Pedra do Dragão, ilha na qual os Targaryen construíram sua primeira fortaleza quando chegaram a Westeros, e onde Daenerys nasceu, novos personagens de destaque na segunda temporada incluem Davos Seaworth (Liam Cunningham), ex-pirata e contrabandista, comandante das tropas de Stannis; Melisandre (Carice Van Houten), sacerdotisa do Senhor da Luz que acredita que é o destino de Stannis se tornar rei; Margaery Tyrell (Natalie Dormer), irmã de Loras, que pretende se casar com Joffrey e se tornar rainha; Qhorin Meia-Mão (Simon Armstrong), membro da Patrulha da Noite que vive dentre os Selvagens; Craster (Robert Pugh), homem que tem filhos com suas próprias filhas, e controla o único local que pode ser usado como posto avançado pela Patrulha da Noite além da Muralha; Gilly (Hannah Murray), filha de Craster que não quer mais essa vida e decide fugir com Sam; Ygritte (Rose Leslie), selvagem por quem Jon Snow se apaixona; Podrick Payne (Daniel Portman), jovem que se torna escudeiro de Tyrion; Brienne de Tarth (Gwendoline Christie), mulher hábil na espada e na luta corporal, apaixonada por Renly, que decide servir como seu guarda-costas; Salladhor Saan (Lucian Msamati), pirata amigo de Davos; Olyvar (Will Tudor), que trabalha em um bordel de Porto Real; Yara Greyjoy (Gemma Whelan), irmã de Theon e sucessora de Balon no trono das Ilhas de Ferro; Talisa Maegyr (Oona Chaplin), moça que luta ao lado dos Stark e por quem Robb se apaixona; Roose Bolton (Michael McElhaton), líder da Casa Bolton, governante de Forte do Pavor, que luta ao lado dos Stark; Jaqen H'Ghar (Tom Wlaschiha), mercenário capaz de mudar de rosto, a quem Arya ajuda a escapar da Partulha da Noite; e Xaro Xhoan Daxos (Nonso Anozie), milionário que quer que Daenerys se case com ele ao invés de tentar retornar a Westeros. Na segunda temporada, Gregor Clegane seria interpretado por Ian Whyte.

A segunda temporada fez um sucesso ainda maior que a primeira, e, cinco dias após a exibição de seu primeiro episódio, que estabeleceu um recorde de audiência para a HBO, o canal renovou a série para uma terceira. Benioff e Weiss decidiriam que a terceira temporada iria adaptar apenas a primeira parte do terceiro livro, que, por ser muito grande, não poderia ter todo seu conteúdo adaptado para uma única temporada, mesmo com as alterações e omissões. A terceira temporada teria mais dez episódios, maiores que os das duas anteriores - até então, a média de duração dos episódios era de 52 minutos, passando para 57 - e estrearia dia 31 de março de 2013, sendo gravada na Irlanda do Norte, Irlanda, Islândia, Croácia e Marrocos. David J. Peterson retornaria para criar mais um novo idioma para a série, o valiriano, idioma original da Valíria natal dos Targaryen, ainda falado por vários povos encontrados por Daenerys em Essos. A terceira temporada seria indicada a mais 16 Emmys, mas ganharia apenas dois: Melhor Maquiagem Não-Prostética para uma Série de Única Câmera e Melhores Efeitos Visuais. Em termos de enredo, a terceira temporada é uma continuação da segunda, com importantes desdobramentos na Guerra dos Reis, e Daenerys aumentando cada vez mais seu exército - e seus dragões ficando cada vez maiores. Outro ponto focal da terceira temporada é que Sansa, Arya e Bran agora estão separados, cada um em uma parte de Westeros, tendo de lidar com diferentes desafios.

Novos personagens da terceira temporada incluem Mance Ryder (Ciarán Hinds), antigo membro da Patrulha da Noite que preferiu se unir aos Selvagens; Tormund, o Terror dos Gigantes (Kristofer Hivju), guerreiro dos Selvagens que se torna amigo de Jon Snow; Orell Skinchanger (Mackenzie Crook), xamã dos Selvagens que tem o poder de transferir sua consciência para animais; Olenna Tyrell (Diana Rigg), avó de Margaery e Loras, e quem realmente manda na família Tyrell; Jojen (Thomas Brodie-Sangster) e Meera Reed (Ellie Kendrick), irmãos que ajudam Bran a fugir para o norte; Ramsay Snow (Iwan Rheon), filho bastardo de Roose Bolton; Myranda (Charlotte Hope), amante de Ramsay; Edmure Tully (Tobias Menzies), irmão de Catelyn; Brynden Tully (Clive Russell), tio de Catelyn, conhecido como O Peixe Negro; Thoros de Myr (Paul Kaye), sacerdote do Senhor da Luz que acompanha Beric Dondarrion (que, a partir da terceira temporada, passa a ser interpretado por Richard Dormer); Meistre Qyburn (Anton Lesser), expulso da ordem por práticas proibidas, mas que acaba sendo readmitido por Cersei; Selyse (Tara Fitzgerald), esposa se Stanis, e sua filha, Shireen (Kerry Ingram); Daario Naharis (Ed Skrein), mercenário que se apaixona por Daenerys e decide se unir a seu exército; Missandei de Naath (Nathalie Emmanuel), intérprete que se une ao exército de Daenerys; Verme Cinzento (Jacob Anderson), líder dos Imaculados, guerreiros escravos libertados por Daenerys que decidem se unir a ela; e o comerciante de escravos Kraznyz mo Nakloz (Dan Hildebrand).

A terceira temporada prepararia o terreno para grandes acontecimentos na quarta, que, com mais dez episódios, estrearia em 6 de abril de 2014. A quarta temporada adaptaria principalmente a segunda metade do terceiro livro, mas Benioff e Weiss decidiriam adiantar e incluir também alguns elementos do quarto e do quinto. As gravações ocorreriam na Irlanda do Norte, Irlanda e Croácia. A quarta temporada seria indicada para nada menos que 19 Emmys, ganhando quatro: Melhor Direção de Arte para uma Série de Fantasia de Única Câmera, Melhor Figurino para uma Série, Melhor Maquiagem Prostética para uma Série e Melhores Efeitos Visuais. Com a quarta temporada, Game of Thrones receberia sua segunda indicação ao Globo de Ouro de Melhor Série de Drama, dessa vez perdendo para The Affair. A quarta temporada introduziria um dos personagens mais populares da série, o Príncipe Oberyn Martell (Pedro Pascal), de Dorne, que quer vingança contra os Lannister, e chega a Porto Real acompanhado de sua concubina, Ellaria Sand (Indira Varma). A partir da quarta temporada, o Príncipe Tommen passaria a ser interpretado por Dean-Charles Chapman (que, na terceira temporada, interpretou um primo de Tommen, Martyn Lannister); Daario Naharis passaria a ser interpretado por Michiel Huisman; e Gregor Clegane passaria a ser interpretado pelo atleta islandês Hafþór Júlíus Björnsson. A quarta temporada costuma ser considerada um ponto de virada na história, com o foco saindo da Guerra dos Reis e com o status quo de vários personagens sendo abalado.

Outros novos personagens da quarta temporada incluem Olly (Brenock O'Connor), menino que fica órfão durante um ataque dos Selvagens e é adotado pela Patrulha da Noite; Yohn Royce (Rupert Vansittart), líder dos Cavaleiros do Vale; Mace Tyrell (Roger Ashton-Griffiths), pai de Margaery e Loras; Tycho Nestoris (Mark Gatiss), banqueiro que faz empréstimos à Coroa; e o mercador Hizdahr zo Loraq (Joel Fry), mais um que quer se casar com Daenerys. Também é na quarta temporada que o Rei da Noite (Richard Brake), líder dos Vagantes Brancos, passa a ser um dos principais antagonistas da série (após ter aparecido durante alguns momentos em um episódio da segunda temporada).

A quinta temporada, de mais dez episódios, que estrearia em 12 de abril de 2015, adaptaria alguns elementos restantes do terceiro livro, material do quarto e quinto livros, e ainda contaria com material inédito, supostamente presente no sexto livro, fornecido pelo próprio Martin. A quinta temporada contaria com um novo roteirista, Dave Hill, mas não contaria com um episódio escrito por Martin, que decidiria se dedicar a escrever o sexto livro - segundo foi divulgado na época, para que ele fosse lançado a tempo de ser adaptado para a série, o que não se concretizou. Essa seria a temporada com o maior número de alterações em relação aos livros, com Benioff e Weiss decidindo aumentar ou diminuir o tempo dos personagens na tela de acordo com sua popularidade ou com o desempenho de seus atores, ao invés de seguir o que estava determinado para eles no texto original. Também seria a temporada com o menor número de personagens novos, e o quarto e quinto livros seriam os que teriam mais personagens que ficariam de fora da série. A maior parte dos novos personagens da quinta temporada seria de Dorne: o governante local, Doran Martell (Alexander Siddig); seu guarda-costas, Areo Hotah (DeObia Oparei); o Príncipe Trystane Martell (Toby Sebastian), prometido em casamento a Myrcella (que, a partir da quinta temporada, passaria a ser interpretada por Nell Tiger Free); e as filhas de Oberyn e Ellaria, Obara (Keisha Castle-Hughes), Tyene (Rosabell Laurenti Sellers) e Nymeria (Jessica Henwick). Outros novos personagens de destaque são a Septã Unella (Hannah Waddingham) e o comerciante de escravos Yezzan zo Qaggaz (Enzo Clienti). Faye Marshay faz uma moça sem nome que treina junto com Arya. As filmagens ocorreriam na Irlanda do Norte, Croácia e Espanha.

Na quinta temporada, além de todos os problemas políticos, surge um problema religioso, quando Cersei decide dar poderes a um sacerdote conhecido como Alto Pardal (Jonathan Pryce), que cria um grupo fundamentalista chamado Fé Militante, dedicado a fazer com que Porto Real siga fielmente os preceitos de sua religião. A quinta temporada seria indicada a 24 Emmys, recorde não só para esta série, mas para qualquer série na história da televisão, ganhando 12: Melhor Direção para uma Série de Drama (David Nutter, pelo episódio A Misericórdia da Mãe), Melhor Roteiro para uma Série de Drama (Benioff e Weiss, pelo mesmo episódio), Melhor Ator Coadjuvante em uma Série de Drama (Peter Dinklage), Melhor Elenco de uma Série de Drama, Melhor Maquiagem Não-Prostética para uma Série de Única Câmera, Melhor Design de Produção para um Programa de Fantasia, Melhor Edição para uma Série de Drama de Única Câmera, Melhor Edição de Som para uma Série, Melhor Mixagem de Som para uma Série, Melhor Coordenação de Dublês para uma Série, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Série de Drama. A quinta temporada também renderia uma nova indicação ao Globo de Ouro de Melhor Série de Drama, dessa vez perdido para Mr. Robot.

A sexta temporada, que estraria em 24 de abril de 2016, com mais dez episódios, seria a última a tentar seguir o que ocorria nos livros, adaptando parte do quinto livro, usando material supostamente presente no sexto, e trazendo muito material inédito, criado por Benioff e Weiss. A temporada termina exatamente onde o quinto livro acaba, e, dos personagens cujas histórias ainda estavam seguindo o que era mostrado nos livros, apenas Arya e Sam ficaram com material restando para ser adaptado nas temporadas seguintes. As filmagens ocorreriam na Irlanda do Norte, Espanha, Canadá, Islândia e Croácia, e essa seria a temporada mais cara de todas, custando mais de 100 milhões de dólares. A sexta temporada seria indicada para 23 Emmys, ganhando mais uma vez 12: Melhor Direção para uma Série de Drama (Miguel Sapochnik, pelo episódio A Batalha dos Bastardos), Melhor Roteiro para uma Série de Drama (Benioff e Weiss, pelo mesmo episódio), Melhor Elenco de uma Série de Drama, Melhor Figurino para uma Série de Fantasia ou Ficção Científica, Melhor Maquiagem Não-Prostética para uma Série de Única Câmera, Melhor Maquiagem Prostética para uma Série, Melhor Design de Produção para um Programa de Fantasia, Melhor Edição para uma Série de Drama de Única Câmera, Melhor Mixagem de Som para uma Série, Melhor Coordenação de Dublês para uma Série, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Série de Drama. No Globo de Ouro, a série receberia duas indicações: Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para a TV (Lena Headey) e Melhor Série de Drama (perdido, dessa vez, para The Crown). Novos personagens da sexta temporada incluem Lyanna Mormont (Bella Ramsay), líder da Casa Mormont; Euron Greyjoy (Pilou Asbæk), irmão de Balon que volta após anos no mar para tomar o trono das Ilhas de Ferro; a família de Sam, composta por seu pai, Randyll Tarly (James Faulkner), sua mãe, Melessa (Samantha Spiro), seu irmão, Dickon (Freddie Stroma), e sua irmã, Talla (Rebecca Benson); Leaf (Kae Alexander), membro das Crianças da Floresta, os habitantes originais de Westeros; e o veterano ator Max Von Sydow como um enigmático sábio conhecido como O Corvo de Três Olhos. A partir da sexta temporada, o Rei da Noite passaria a ser interpretado por Vladimir Furdik. A sexta temporada, mais uma vez, não contaria com nenhum roteiro de Martin.

A partir da sétima temporada, o caldo começaria a desandar: com quase nenhum material dos livros para adaptar, Weiss e Benioff tiveram de criar roteiros originais para todos os episódios. Segundo boatos, Martin se mostrou extremamente insatisfeito com suas decisões, e se afastou da produção. Além disso, a dupla decidiria que a oitava temporada, encomendada pela HBO junto com a sétima, seria a última, e que a sétima temporada serviria principalmente para começar a amarrar as pontas soltas do enredo. Até aí tudo bem, se eles não tivessem tomado outra decisão controversa: ao invés dos dez episódios usuais, a sétima temporada, que estrearia em 16 de julho de 2017, teria apenas sete episódios, alguns deles com mais de uma hora de duração, para que suas histórias não tivessem de ser "quebradas" - até então, o único episódio da série com mais de uma hora havia sido o último da sexta, com 69 minutos; a sétima traria um de 63, um de 71, e seu último teria 81 minutos, mais de uma hora e vinte minutos. As filmagens ocorreriam na Irlanda do Norte, Islândia, Espanha e Croácia.

O maior problema da sétima e oitava temporadas era que a qualidade do texto de Benioff e Weiss não era a mesma do de Martin, principalmente nos diálogos. Isso faria com que várias situações que até faziam sentido para a história fossem consideradas por grande parcela do público como "forçadas", "fan service" ou "irreais". Ainda assim, a sétima temporada manteria o mesmo sucesso das anteriores, com audiência mais alta que a sexta e 22 indicações ao Emmy, ganhando nove: Melhor Ator Coadjuvante em uma Série de Drama (Dinklage), Melhor Figurino para uma Série de Fantasia ou Ficção Científica, Melhor Design de Produção para um Programa de Fantasia, Melhor Maquiagem Prostética para uma Série, Melhor Composição Musical para uma Série de Drama, Melhor Mixagem de Som para uma Série, Melhor Coordenação de Dublês para uma Série, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Série de Drama. A sétima temporada também renderia a Game of Thrones sua última indicação ao Globo de Ouro de Melhor Série de Drama, perdido para The Handmaid's Tale.

O único novo personagem de destaque da sétima temporada seria o Arquimeistre Ebrose (Jim Broadbent), responsável pelo treinamento dos meistres na Cidadela. Na sétima temporada, Daenerys finalmente retorna a Westeros, e começa a planejar sua investida contra Porto Real; Jon Snow, porém, planeja convencer a ela e a Cersei de que os Vagantes Brancos são uma ameaça real, e que precisam ser detidos antes de qualquer outra coisa. Com isso, todos os arcos de história começariam a convergir para a grande conclusão na oitava temporada, que, por decisão de Benioff e Weiss, teria apenas seis episódios, exibidos entre 14 de abril e 19 de maio de 2019, quatro deles com por volta de uma hora e vinte minutos de duração - o terceiro episódio, com 82 minutos, é o maior de toda a série. As filmagens ocorreriam na Irlanda do Norte, Islândia, Croácia e Canadá.

Benioff e Weiss optariam por filmar os seis episódios entre outubro de 2017 e julho de 2018, para pegar tanto o inverno quanto o verão do hemisfério norte; isso faria com que fosse impossível levar a temporada ao ar ainda em 2018, e por isso ela seria adiada para 2019, "pulando" um ano. Esse "ano sabático" chegou a ser considerado como um dos motivos pelo pouco sucesso da temporada entre o público - a oitava temporada seria a de menor audiência da série, e receberia as piores notas em sites de avaliação - mas hoje é quase que uma unanimidade que o público não ficou satisfeito com as decisões criativas dos produtores e roteiristas. Apesar do descontentamento do público, a crítica receberia extremamente bem a oitava temporada, elogiando as atuações, a trilha sonora, a direção e os efeitos visuais. A oitava temporada seria indicada para um absurdo de 32 Emmys, estabelecendo um novo recorde, por muitos considerado inalcançável. Desses 32, a série ganharia 12: Melhor Ator Coadjuvante em uma Série de Drama (Dinklage, pela quarta vez), Melhor Elenco de uma Série de Drama, Melhor Figurino para uma Série de Fantasia ou Ficção Científica, Melhor Maquiagem Não-Prostética para uma Série de Única Câmera, Melhor Composição Musical para uma Série de Drama, Melhor Design de Sequência de Abertura, Melhor Edição para uma Série de Drama de Única Câmera, Melhor Edição de Som para uma Série de Drama ou Comédia de Uma Hora de Duração, Melhor Mixagem de Som para uma Série de Drama ou Comédia de Uma Hora de Duração, Melhor Coordenação de Dublês para uma Série, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Série de Drama. Kit Harrington seria indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator em uma Série de Drama, mas não ganharia.

Mesmo com todos os problemas das duas últimas temporadas, não se pode negar todo o sucesso da série como um todo, e nem o que ela representa para a história da televisão - afinal, foi uma produção cinematográfica em termos de filmagens, efeitos visuais e roteiros, algo raramente visto na TV antes de sua estreia. Por causa desse sucesso, logo após seu final já começariam os planos para criar "séries sucessoras", que, segundo os executivos da HBO, não seriam spin offs no sentido tradicional, e sim "outras histórias ambientadas no mesmo universo" (o que, pra mim é a definição de um spin off, mas tudo bem). Duas dessas séries, House of the Dragon, contando a história da Casa Targaryen, e Bloodmoon, ambientada nos primórdios de Westeros, entrariam em pré-produção, mas, até agora, somente House of the Dragon está confirmada, para estreia em 2022. Martin está envolvido com a produção, mas não se sabe em que capacidade.

Antes de terminar, vale citar uma curiosíssima entrevista que Benioff e Weiss deram pouco após o final da oitava temporada, na qual declararam que, desde o início, "mal sabiam o que estavam fazendo", e que "foi um milagre" tudo ter dado certo e a série ter feito sucesso - o que, talvez, só comprove a qualidade do texto de Martin. Martin, aliás, já declarou inúmeras vezes que algumas coisas dos dois últimos livros serão iguais às mostradas na série, outras serão diferentes, até mesmo por causa da presença de personagens que não foram adaptados para a série. No momento, a maior curiosidade dos fãs é em relação ao final, considerado controverso por muitos, e que já foi confirmado e desmentido várias vezes como sendo, no livro, igual ao da série.
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